Conceitos e Glossário

Conceitos base

Fogo
local distinto e independente, constituído por uma divisão ou conjunto de divisões e seus anexos, num edifício de carácter permanente, ou numa parte distinta do edifício (do ponto de vista estrutural), que considerando a maneira como foi construído, reconstruído, ampliado ou transformado se destina a servir de habitação, normalmente, apenas de uma família/agregado doméstico privado. Deve ter uma entrada independente que dê acesso (quer diretamente, quer através de um jardim ou um terreno) a uma via ou a uma passagem comum no interior do edifício (escada, corredor ou galeria, etc.). As divisões isoladas, manifestamente construídas, ampliadas ou transformadas para fazer parte do alojamento familiar clássico/fogo são consideradas como parte integrante do mesmo (fonte: INE).
Fogo novo
fogo transacionado em 1ª mão pelo promotor ou que, sendo uma revenda, não tenha mais de cinco anos desde a conclusão da obra de construção ou reconstrução/reabilitação. Inclui ainda as vendas de fogos ainda em planta ou em construção.
Apartamento
fogo inserido num edifício com mais do que um fogo e cuja entrada principal dá para uma escada, corredor ou pátio (fonte: INE).
Moradia
alojamento em edifício isolado, geminado ou em fila, a que corresponde apenas uma unidade de alojamento familiar e cuja entrada principal dá, geralmente, para uma rua, pátio ou para um terreno circundante (fonte: INE).
Área bruta privativa (ABP)
é a superfície total, medida pelo perímetro exterior e eixos das paredes ou outros elementos separadores dos edifícios ou da fração, inclui varandas privativas, caves e sótãos privativos com utilização idêntica à do edifício ou da fração (fonte: Código do IMI).
Área bruta dependente
corresponde às áreas cobertas de uso exclusivo, ainda que constituam áreas comuns, mesmo que situadas no exterior do edifício ou da fração, cujas utilizações são acessórias relativamente ao uso a que se destina o edifício ou fração, considerando-se, para esse efeito, locais acessórios as garagens e parqueamentos, as arrecadações, as instalações para animais, os sótãos ou caves acessíveis, desde que não integradas na área bruta privativa, e ainda outros locais privativos de função distinta das anteriores (fonte: Código do IMI).
Data de conclusão da obra
aplica-se somente no caso de obras acabadas, sendo o ano e mês no qual o proprietário/dono de obra entende que o alojamento está pronto para ser habitado. No caso de habitação com licença de habitabilidade corresponde ao ano e mês de pedido de licença. No caso de edifícios sujeitos a obras de reconstrução, entende-se prevalecer a data de reconstrução sobre a de construção original (fonte: adaptado do INE).
Data de oferta
ano e mês no qual o alojamento foi colocado em oferta ou angariado (no caso das empresas de mediação imobiliária).
Data de transação
ano e mês no qual o alojamento foi objeto de contrato-promessa de compra e venda ou de escritura, no caso de ausência de contrato-promessa.
Obra de reconstrução / reabilitação
Obra integral em edifício, através de uma operação de promoção imobiliária, abrangendo todas as frações e partes comuns.
Tipologia dos fogos
O tipo de fogo é definido segundo o número de quartos de dormir (fonte: RGEU)

Indicadores estatísticos

Oferta
contagem do número de fogos em oferta ao longo do período em análise (trimestre ou ano), incluindo os fogos vendidos (ou arrendados, no caso da oferta para arrendamento) nesse período.
Valor de Oferta/m²
rácio entre o valor de oferta e a área bruta privativa dos fogos.
Renda pedida/m²
rácio entre a renda de oferta e a área bruta privativa.
Preço/m²
rácio entre o preço de transação e a área bruta privativa.
Renda/m²
rácio entre a renda contratada e a área bruta privativa.
Tempo de absorção
número médio de meses que medeiam entre a colocação em oferta e a transação (ou arrendamento, no caso do mercado de arrendamento).
Gap de mercado
mede o grau de ajustamento de preços (ou rendas) entre a procura efetiva e a oferta no mercado. É apurado pela diferença percentual entre o preço médio dos fogos transacionados e o valor médio de oferta de todos os fogos disponíveis para venda. Difere do desconto ao ter no denominador o valor de todos os fogos em oferta (e não apenas os fogos transacionados).
Percentagem de fogos revistos
corresponde à percentagem de fogos com revisão de preço, sendo calculado pelo rácio entre o número de fogos com revisão de preço e o número de fogos em oferta no trimestre em análise.
Taxa acumulada de desconto e revisão
reflete a diferença percentual entre o valor inicial de oferta e o preço final de venda dos imóveis, dessa forma traduzindo o efeito conjugado de eventuais revisões de preços e descontos finais. No caso do mercado de arrendamento usam-se a renda contratada e a renda inicial pedida.
Taxa de desconto
mede a diferença entre o preço final de venda e o último valor de oferta dos fogos transacionados. É calculado imóvel a imóvel, pela média da diferença percentual entre o preço de transação e o valor de oferta que vigorava no período no qual se concretizou a venda do fogo. É apurada trimestralmente e anualmente, tendo por referência o conjunto de fogos transacionados no período de referência.
Taxa de revisão
mede a revisão no valor de oferta introduzida pelos proprietários no valor dos respetivos imóveis em oferta (variação nas tabelas de preços). É calculada pela média da variação percentual dos valores de oferta em dois trimestres consecutivos, independentemente de haver ou não transações. Concorrem para este apuramento somente os fogos com alteração no valor de oferta.
Valores por Gama (gama baixa, médio baixa, média, médio alta e alta)
correspondem, respetivamente, ao percentil 5, percentil 25, média, percentil 75 e percentil 95 dos preços (ou valores) no segmento de mercado em análise.
Preço de Transação
valor suportado pelo adquirente na compra de um alojamento, não incluindo impostos. No caso de transações que resultam da ação de um mediador imobiliário, o preço corresponde ao valor sobre o qual é calculada a comissão de mediação.