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EDITORIAL

Fernando Oliveira Silva

Fernando Oliveira Silva

Presidente do IMPIC

A Importância do Sector da Construção

O Instituto da Construção e do Imobiliário apoia a publicação do Anuário desde a sua primeira edição. E fá-lo com a convicção de que se trata de uma publicação especializada que já angariou o seu espaço e que procura retratar – e destacar – casos de sucesso no domínio da construção e reabilitação de edifícios.

O sector da construção, por tudo o que ele significa, a montante e a jusante, é e será sempre um sector vital para a economia de qualquer país. Há quem lhe chame “motor da economia”; outros preferem “barómetro da economia”. Pessoalmente – e pondo de lado quaisquer epítetos – prefiro destacar a sua importância para o bom desempenho da atividade económica em geral. E essa relevância resulta do contributo dos vários subsectores da fileira da construção. As grandes obras de engenharia são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país, aqui se englobando, naturalmente, as vias rodoviárias e ferroviárias, as infraestruturas portuárias e aeroportuárias e as plataformas logísticas. Mas não menos importante é o subsector da construção (e reabilitação) de edifícios. O grau de desenvolvimento de um país também se mede pela qualidade do ordenamento do território e pela forma de organização e qualidade do edificado. Se as grandes infraestruturas são naturalmente o foco de atuação das grandes empresas de construção, são, porém, as obras de edificação as que mais empregam pequenas e médias empresas de construção. E se atendermos ao facto de o sector da construção nacional ser maioritariamente constituído por micro, pequenas e médias empresas, percebemos logo a necessidade de investir seriamente neste sector, como forma de promover e estimular a economia nacional.

Investir, mas com qualidade e critério. Se os últimos anos nos mostraram alguma coisa penso que o maior ensinamento é o de que quem define o mercado da construção é a procura e não a oferta. É o consumidor que estabelece o tipo de habitação que pretende, a tipologia, a localizaçãodo imóvel e não o promotor imobiliário ou o construtor. Tentar vender um produto que ninguém procura é caminho certo para o insucesso. Se doravante não tivermos em atenção esta máxima, corremos o risco de cometer os mesmos erros do passado.

Outra nota importante que gostava de salientar, para concluir, é a de que a força do sector da construção está na convergência de interesses entre os diferentes agentes (incluindo projetistas, promotores imobiliários, construtores, fornecedores de materiais de construção, mediadores imobiliários, administradores de condomínios) e não na sua segmentação. Daí que a criação de um “Cluster da Construção” seja, a meu ver, o caminho certo para a promoção e dinamização do novo sector da construção, aquém e além fronteiras.