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EDITORIAL

Ricardo Guimarães

Ricardo Guimarães

Diretor da Ci

O imobiliário turístico é um caleidoscópio, espelho da criatividade e competitividade dos portugueses

Alfabeticamente, Castro Marim Golfe, Herdade da Aroeira, Herdade da Comporta, Monte Verde, Oceânico, Onyria Palmares, Pestana Carvoeiro, Pestana Tróia, Pine Cliffs, Quinta do Lago, Royal Óbidos, The Crest, The Residences, Tróia Resort, Vale do Lobo, Vila Lara, Vilamoura World e West Cliffs são os protagonistas da fase piloto do Sistema de Estatísticas do Turismo Residencial (SIR-Turismo Residencial), realizada ao longo dos anos 2016 e 2017 e cujos resultados se têm vindo a publicar desde há um ano.

A estes promotores juntam-se agentes como (alfabeticamente) a B&P, Constantino Jordan Consultancy, Fine&Country, Garvetur, O&O, Quinta Properties e Remax Collection, reforçando o alcance dos dados produzidos relativamente a esse mercado tão específico e diferenciado, num país com alguns dos mais importantes resorts mundiais e um potencial turístico e imobiliário cada vez mais consolidado.

O SIR – Turismo Residencial, para além da análise editorial, passa agora a disponibilizar aos participantes o acesso às tabelas de dados sobre valores de oferta e preços finais de venda, segmentados por gama, zona, tipo de imóvel, estado de uso e tipo de empreendimento (resort ou não), incluindo esse novo tema estatístico na plataforma de estatísticas Geo-Ci. Assim, sem prejuízo das análises mais alto nível, orientadas para a compreensão das tendências, o sistema responde à perspetiva de uso operacional da informação, dirigida para a resposta à tomada de decisão relativa a investimentos e seu financiamento, numa perspetiva de médio e longo prazo.

Conforme planeado de começo, este sistema permitiu entretanto o lançamento de um novo Índice de Preços de Ativos Residenciais em Resorts (IPR-Resorts), uma medida específica da evolução dos preços finais de venda destes ativos, permitindo monitorizar de forma autónoma os diversos mercados que, partilhando o epíteto de “residenciais”, são tão distintos e, mesmo, não correlacionados. Essa perceção decorre dos primeiros dados desse índice que de forma simples deixam evidente algo que se anteciparia: o mercado de resorts responde antes de mais e de forma direta à evolução da libra esterlina, evoluindo em função do ganho ou perda de poder de compra do seu principal mercado, o Reino Unido. Assim, os últimos números apontam para uma queda recente ao mesmo tempo que abrem a porta a uma subida no futuro imediato, mercê da recuperação cambial nos últimos meses. Isso mesmo é confirmado pelo sentimento dos operadores do mercado, traduzido no igualmente novo Resorts Market Sentiment Survey. Na perspetiva dos agentes este é um momento muito positivo, com a procura a superar largamente a oferta, ainda restringida pelo limitado número de novas promoções em curso.

Mas nesta edição abordam-se igualmente outros dos dois principais mercados de imobiliário turístico, o alojamento local e a hotelaria.

Destaque para os números do Índice de Preços Diários no Alojamento Local, que mantém a tendência de descida, refletindo o aumento da oferta. Sem prejuízo, paradoxalmente, o valor médio das diárias tem subido, beneficiando da entrada no mercado de ativos cada vez mais qualificados e com maiores níveis de serviço, decoração e qualidade.

O mercado de imobiliário turístico é um caleidoscópio de mercados, procuras, investimento e inovação, espelho da capacidade criativa e competitiva dos portugueses.